05/02/10

THE SOUTHERN VAMPIRE MYSTERIES

Uma das minhas maiores reclamações sobre 2009 foi o fato de eu não ter lido livros por diversão. Por isso, 2010 começou e eu enfiei a cabeça nas prateleiras empoeiradas das livrarias - e também, das casas dos meus amigos - e não perdi tempo.

Na virada do ano, terminei, finalmente de ler Sandman. Posso dizer que, desde 2001, quando eu descobri Neil Gaiman, Sandman foi quase que uma obsessão. Li os 13 arcos - todos fora de ordem - e todas as histórias paralelas ou meramente relacionadas. Foram alguns anos de dedicação e inúmeras páginas de Perpétuos - que pretendo reler em ordem qualquer dia desses - mas, chegaram ao fim (por enquanto).

Fazia tanto tempo que eu não buscava nada novo para ler que eu não sabia nem por onde começar. Já cansada do gênero "fantasia" e seus vampiros vegetarianos que brilham na luz do sol e suas escolas de magia para bruxos adolescentes, peguei "Dead until Dark" da sessão de pocket books na mão e, imediatamente pensei que estava fazendo uma grande besteira. Queria simplesmente colocá-lo no lugar e sair andando como se nada tivesse acontecido.

Mas, algo me fez querer levá-lo para casa - tá certo que "algo", nesse caso, era "super adoro a série baseada nos livros". E, por incrível que pareça, eu não me decepcionei! É um livro sobre vampiros e criaturas sobrenaturais que não cai na mesmice. Não tem protagonistas adolescentes bobocas e nem mágicas com nomes ridículos ou cantorias aleatórias. É um livro bem-humorado, a protagonista é uma mulher inteligente e independente, os personagens são bem construídos e a trama, bem costurada, é de crime e suspense com toques sobrenaturais. Para resumir: "As Crônicas de Sookie Stackhouse" é uma boa série de livros e estou adorando lê-los!



Vou ficar bastante triste quando terminar de ler os oito - acho que são oito - livros da série! Em menos de duas semanas, devorei o primeiro e o segundo está no final. Quando tiver dinheiro de novo, pretendo comprar mais alguns e depois conto se eles são tão divertidos quanto os primeiros.

Bom, hora de ler mais um pouquinho.

03/02/10

MÚSICA NOVA POR FAVOR

Quero ouvir música...

... mas, não qualquer música, quero ouvir músicas que eu nunca ouvi, conhecer bandas novas até achar alguma para gostar. E, quando eu gostar, quero ouvir todas as faixas de todos os álbuns até cansar!

Antes, quando o last.fm era de graça, esse tipo de coisa era bem mais fácil. Agora, preciso que algum amigo que tenha bom gosto musical conheça alguma banda que eu não conheço, goste dela e resolva me apresentar. Ou eu posso, simplesmente, passar horas fuçando o myspace até que algo me chame a atenção! (afinal, pagar o last.fm não é uma opção).

A última coisa divertida que me apresentaram - da velha maneira amigo conta para amigo (na verdade foi namorado conta para namorada) foi "Hello Seahorse", uma banda indie pop experimental mexicana (segundo o myspace deles) muito fofinha e gostosa de ouvir (na minha opinião). Eu gostei a ponto de querer ouvir todas as músicas disponíveis por aí, mas a vocalista tem um je ne sais quoi Mallu Magalhães que não me deixa amar totalmente. Mas, por enquanto é a coisa mais nova e interessante que apareceu na minha playlist!




Ain't it cute?

02/02/10

PEQUENA PAUSA

Cá estou novamente, gastando um tempinho longe das obrigações! *suspira*

Enquanto meu cérebro descansa de um relatório muito longo sobre o cineclube, eu penso em como essas férias estão sendo proveitosas e em quanto eu estou gostando de passar esses meses longe da rotina louca que eu estava vivendo. Só de lembrar que o meu sossego acaba em menos de um mês e que, daqui a poucas semanas, eu estarei correndo atrás de bolsa, estágio, cursos, professores, trabalhos, provas e o que mais se parecer com o meu futuro, eu já tenho vontade de sair correndo para fazer tudo o que eu ainda não fiz nessas férias!

Muitas das coisas que eu me propus a fazer durante esses meses, eu consegui. Este fim de semana, por exemplo, eu finalmente, saí para dançar! Ah, como eu me senti bem! Era aniversário de uma amiga e ela convidou uns amigos - moi e meu namorado inclusive - para comemorar seus 21 aninhos no Astronete. Eu nunca tinha ido e foi muito divertido! Lá tem um astral legal, mesmo estando lotado. As músicas eram boas, as pessoas bem vestidas e a decoração super nice. Tinha até um pôster de "Faster Pussycat Kill Kill" (um dos filmes que exibimos ano passado no cineclube).

Fiquei muito feliz em ter ido! Parece coisa boba, mas faz parte da vida nova. Eu pude até usar um vestido novo, bem bonito (e do meu tamanho) e dançar com meu namorado, algo que eu só tinha feito uma vez em dois anos!

É... foi bom!
O.O'



Agora de volta ao trabalho.

27/01/10

2010

2009 foi embora e durante um ano inteiro eu quase não toquei neste blog! Pensei várias vezes em acabar definitivamente com ele, afinal, não tinha tempo, não tinha paciência e, principalmente não tinha grande interesse em dividir com o resto do mundo o meu dia-a-dia. Mas, depois de um ano extremamente estressante, cheguei à conclusão que não quero que minha vida seja assim e, por isso, decidi que escrever seria uma boa idéia para relaxar e pôr os pensamentos no lugar!

Depois de um ano tão cheio de trabalho, estudo e comprometimentos, percebi algumas coisas alarmantes, como, por exemplo, o fato de eu ter engordado 8 quilos nos últimos dois anos (na verdade, foram 10, mas consegui perder 2 deles em algum momento gastronomicamente desinteressante do ano passado) e não ter me dado ao trabalho de me livrar das roupas que não me servem mais. Passar o ano todo vestindo saias porque as calças que você tem no armário estão tão apertadas que você se sente violada não é recomendável. Principalmente se as saias que você possui estão em estado deplorável desde 2007!

Porém, a parte que mais me chocou foi quando eu parei para pensar quantas vezes eu tinha ido ao cinema ou lido um livro por hobby, quantas vezes eu saí para dançar ou simplesmente conversar com amigos, quantas vezes eu visitei ou recebi visita de alguém querido. Creio que ao cinema eu não fui mais do que 3 vezes, não me lembro de ter lido um livro por diversão em 2009, apenas uma ou duas revistas em quadrinhos, o número que vezes que eu saí com amigos durante o ano foi 4 e não os visitei mais do que isso também.

Mas, tudo tem seu lado bom, certo? (quase tudo, pelo menos) E, durante o ano que passou, eu fiz coisas que eu nunca tinha feito antes. Trabalhei em uma exposição, fiz um livro infantil, ilustrei um manual, organizei uma oficina, fundei um clube de cinema, planejei um evento artístico, aprendi centenas de coisas novas e tudo isso foi simplesmente fan-tás-ti-co!

Em 2010, pretendo manter o equilíbrio! Aprendi que trabalho árduo é engrandecedor em muitos aspectos, mas manter-se em uma rotina estressante não faz bem. O corpo e a mente pedem descanso e diferentes tipos de atividade. Este ano pretendo fazer de tudo um pouco, inclusive dedicar algum tempinho ao blog e, principalmente, a mim mesma!

É, é isso, por enquanto!

17/10/09

A NOVA SEGUNDA CASA

Como eu pude prever, muitas coisas aconteceram em 2009 (e continuam acontecendo, já que ainda temos alguns meses antes de trocar o 9 pelo 10). Nem todas foram boas e o grande exemplo disso foi a mudança para a Barra Funda.

O primeiro semestre na minha nova segunda-casa - também conhecida como o campus da UNESP na Barra Funda - foi um tanto quanto conturbado. Ganhamos um prédio novinho em folha e repleto de possibilidades, porém, junto com essas possibilidades, o prédio trouxe uma gama ainda maior de problemas estruturais.

Com seis andares espaçosos, repletos de salas de aula, laboratórios, ateliês e espaços expositivos, não tínhamos ventilação, elevadores, cortinas, extintores, internet, computadores, cantina, mobiliário, acabamento. Assístíamos às aulas sem biblioteca, internet ou xerox. Passamos meses em um prédio inacabado, não inaugurado, contando apenas com professores, funcionários e alunos. Fizemos nossos trabalhos, provas, projetos, exposições, apresentações, recitais e tudo mais, sem termos acesso a referências, livros ou partituras.

Neste segundo semestre, algumas coisas começaram a tomar seu rumo, porém, ainda há muito chão pela frente. E, mesmo resolvendo todos os problemas estruturais, a vizinhança pouco acolhedora do terminal Barra Funda ainda irá me assustar por um bom tempo.

05/01/09

09

Ano novo, ano novo, nada além de um dia que passou e agora devemos trocar o 8 pelo 9 no fim do cabeçalho! Porém, como qualquer ano que passa, sinto como se tivessem me dado uma nova chance de fazer tudo de novo. Melhor ou pior, o importante é que seja diferente. Os últimos dois anos da minha vida foram repletos de incertezas e, no fim, me geraram um milhão de alegrias!


Em 2007, aos dezenove anos e meio da minha vida, desisti do curso de Biologia. Quando 2006 passou a se chamar 2007, eu não tinha a mínima idéia do que viria a acontecer. Eu estava começando o terceiro ano, havia terminado um namoro, cortado o cabelo e comprado roupas novas. Pouco tempo depois, eu estava no cursinho, nem um pouco interessada em novos romances, fazendo grandes amizades e prestando vestibular para História.


Já 2008 começou assim: eu passei em História na USP! Eu e todos os meus amigos do cursinho passamos na USP e saímos para comemorar. Porém, mesmo tendo passado na melhor faculdade do país, no curso que eu estava almejando no começo de 2007, minha vontade me disse para abrir mão de um sonho novo e dar espaço para uma velha aptidão. Por isso, em vez de me matricular em História, eu olhei para um campus pequenininho e achei muito mais interessante fazer Artes Visuais na UNESP (onde eu tinha passado - sem preocupações - em 5º lugar).


Esse campus que quase ninguém conhece costumava ser um convento e, há muitos anos, funciona como o Instituto de Artes da UNESP. Ele tem paredes cor-de-rosa, um átrio arborizado e, acima de tudo, 600 alunos muito peculiares. Enquanto o professor nos falava sobre o Egito (e a grande quantidade de cinemas em Paris), em História da Arte, ouvíamos sopranos cantando, pianistas tocando, atores gritando pelos corredores, nos quais aconteciam exposições de quadros e fotografias de futuros artistas.


No meio desses curiosos indivíduos que povoavam a casa cor-de-rosa, encontrei um ainda mais interessante. E, no meio de uma festa, eu o procurei e ele me puxou pela mão, eu ofereci um doce azedinho e ele aceitou com um beijinho. Desde então, entre doces e beijos e abraços esquisitos e sorrisos e palavras e desenhos em conjunto e carinhos e cheiros e muitas coisas das mais sinceras... creio, cada vez mais, que eu tenha encontrado um par.


Agora estamos em 2009, eu tenho vinteum anos e meio, um amor e um quarto bagunçado. Nada posso prever, mas penso grande!